quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O meu voto com certeza é do Haddad





O meu voto com certeza é do Haddad

Eleição em outubro tá chegando
Finalmente é a hora da verdade
E o homem do campo e da cidade
Precisa então ir se preparando
E na história ir se orientando
Sem perder a nossa fidelidade
Garantindo de Lula a vontade
Pensando no presente e no futuro
Por ele vou com fé e vou seguro
O meu voto com certeza é do Haddad

Não deixando Lula ser presidente
Nesse mundo prolifera a maldade
Justamente por sua capacidade
E tudo o quanto fez por toda gente
Por isso refletir se faz urgente
Nessa luta por nossa liberdade
Sem perder de vista a alteridade
A despeito da justiça partidária
Insultando a elite adversária
O meu voto com certeza é do Haddad

O governo Lula foi aprovado
É inegável a sua capacidade
O pobre foi sua prioridade
Por isso pelo povo é amado
A justiça que o tem condenado
Apenas concedeu publicidade
Ao seu nome rendeu vitalidade
Desse modo o brasileiro se agita
E em coro de norte a sul ele grita
O meu voto com certeza é do Haddad

Com um golpe tentaram apagar
Trazendo ao país temeridade
Para o mundo foi uma atrocidade
Algo que é preciso revogar
Por isso a única arma é votar
E pra mudar essa barbaridade
Só Lula ou sua continuidade
E ele indicando o seu amigo
É por isso que para todos eu digo
O meu voto com certeza é do Haddad

O nordeste define a eleição
Ao sudeste sempre fez rivalidade
Nosso povo com sua simplicidade
Sempre foi excluído da nação
Mas agora é enorme a comoção
Por conta dessa grande crueldade
Privar lula de sua liberdade
Impedindo o povo de ser feliz
É por isso que o meu coração diz
O meu voto com certeza é do Haddad

Quem vencer a eleição é derrotado
Pois com Lula não teria paridade
E aquele, cuja toda insanidade
Certamente já teria abdicado
Nosso povo está muito revoltado
Mas é hora de buscarmos sanidade
Escolhendo conforme um legado
De emprego, de saúde e educação
Igualdade, mais respeito e inclusão
O meu voto com certeza é do Haddad

Que Deus possa orientar o eleitor
Nessa hora de extrema gravidade
Que possamos manter civilidade
Votando no projeto do amor
Do qual Lula foi o idealizador
Fundando um Brasil de igualdade
Devolvendo a nossa identidade
Libertando o povo da opressão
É por isso que tenho convicção
O meu voto com certeza é do Haddad

Não votar em Haddad significa
Deixar vencer essa tal hostilidade
Que tem força na dura rivalidade
Que cresce e logo se amplifica
Que a tortura eleva e glorifica
Que ameaça nossa jovem liberdade
Em projeto da mais alta gravidade.
Como o cristo nos ensina o perdão
À violência e à tortura digo não
O meu voto com certeza é do Haddad

Inamar Coelho, 12/09/2018

Canudos: uma guerra pela terra


Canudos: uma guerra pela terra

Mais de cento e vinte anos
Um massacre aconteceu
Neste sertão sofredor
Nossa gente pereceu
Tudo por causa da terra
Levando ao sertão a guerra
Um fratricídio de deu

No tempo do Conselheiro
Quem mandava no sertão
Eram os tais coronéis
No jugo da opressão
A seca, a fome, a pobreza
A morte era a certeza
O alento a devoção

Então surge o Beato
Com a sua profecia
Com a palavra de Deus
A esperança anuncia
O tempo era chegado
De Deus era o reinado
Sua fé os guiaria

Naquele tempo a terra
Por toda esta nação
Era riqueza de poucos
Motivo de opressão
O latifúndio mandava
Enquanto o povo penava
Neste sofrido sertão

O Beato peregrinava
E o povo lhe seguia
Rezando e predicando
Aquele grupo crescia
Queria um mundo novo
E ele era pra seu povo
Uma perfeita utopia

O monopólio da terra
Por lei era garantido
O coronel era o dono
E o pobre era impedido
De possuir seu lugar
Tinha de se sujeitar
Ao posto de oprimido

Libertaram os escravos
Sem dar-lhes a condição
Tornando-os indigentes
Em dura situação
Sem o dono e sem a terra
Sua vida se encerra
Em outra escravidão

Os indígenas, coitados
Dos poucos ali restando
Perambulavam na seca
À fome se entregando
Enquanto os coronéis
Reinavam com seus papeis
Tinha todos a seu mando
  
Surge então o Conselheiro
Com seu cajado na mão
Como um profeta da Bíblia
Contra aquela “lei do cão”
Arrebanha aquela gente
Que o segue dali pra frente
Em tal peregrinação

A multidão reunida
À igreja incomodando
E também aos coronéis
Que logo se articulando
Exigiram providências
Dando ao governo ciências
O exército convocando

Daquela tensão política
Que surgiu o movimento
Criou uma identidade
E o fortalecimento
De lutar pelo direito
À terra e ao respeito
E ao próprio provimento

Fundou então Belo Monte
Uma cidade perfeita
Sendo autossuficiente
Pelo povo foi eleita
Como a terra prometida
Mas naquela nova vida
Um perigo lhe espreita

Era ofensiva ao poder
Dos coronéis do local
À Igreja que perdia
Seus fiéis e coisa e tal
À República recente
Que se lançou ferozmente
Contra aquele arraial

Conselheiro recusava
Os impostos e a cisão
Da República com Igreja
Tachando de “Lei do cão”
Firmou-se como beato
Um grande líder de fato
Trouxe esperança ao sertão

O acusaram de fanático
De louco e de bandido
Inverteram sua imagem
No desejo incontido
De poder fazer a guerra
Contra aquele que na terra
Defendia o oprimido

Mas o povo organizado
Em torno do Conselheiro
Rezavam e trabalhavam
Viviam em clima ordeiro
Plantavam para comer
Criavam para vender
Paraíso verdadeiro

A cidade congregava
Gente de toda sorte
Pobres e penitentes
Sobrevivendo da morte
No Belo Monte viveram
E ali se converteram
Pois a fé era mais forte

A imprensa nacional
Esforçou-se em perverter
Pintando uma imagem
Passível de combater
Notícias diariamente
Acusando o penitente
Sem aquilo proceder

O Exército Brasileiro
Venceu mas foi derrotado
Foram quatro investidas
Estado contra o Estado
O Governo exagerou
A quem restou degolou
E o que restou foi queimado

A história oficial
Precisa ser recontada
E é no chão da escola
Que deve ser estudada
As razões no fanatismo
Monarquia e messianismo
Justifica a luta armada

Em nome do latifúndio
O exército combateu
Para defender a elite
A imprensa intercedeu
O pobre queria terra
O país lhe deu a guerra
Um massacre aconteceu

A sociedade hoje
É a mesma de outrora
Prevalece a vontade
Da elite que ignora
Que o povo organizado
Por justiça motivado
Despertará qualquer hora

Todo e qualquer movimento
Que levante na nação
Por justiça e por direitos
Da elite sente a mão
É do rico a primazia
De poucos a mordomia
Do povo a humilhação

Conselheiro em Canudos
Zé Maria contestado
Zumbi lá em Palmares
Outros tem se levantado
Contra toda opressão
E a história da nação
Apenas tem ocultado

Canudos é nossa história
Ocorrida no sertão
Quando o Brasil mantinha
O povo na opressão
Quando a lei do coronel
Trazia o povo a tropel
No jugo da exploração

Venho chamar atenção
Por isso deixo o recado
Em formato de cordel
Deixando assim registrado
Para que o estudante
Desse dia pra diante
Não se faça de rogado


Inamar Coelho 19/09/2018

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Reforma Agrária e alimentos saudáveis: futuro da nação.

Fonte da imagem: http://florealandrade.blogspot.com/2012/06/charge-reforma-agraria-1985.html

Reforma Agrária e alimentos saudáveis: futuro da nação.

Caro leitor meu amigo
Peço vossa atenção
Pra falar de um assunto
De uma grande questão
Que envolve a humanidade
O campo e a cidade
Da nossa imensa nação

Falo da Reforma Agrária
Que há muito não se faz
Mesmo com lutas e lutas
Muitas décadas atrás
Tanta terra improdutiva
Tanta fazenda inativa
E o governo pouco faz

Muita gente fica contra
É grande a oposição
Manipulam a consciência
Da nossa população
Defendendo o poder
Que faz o povo sofrer
Tornando o povo vilão

O problema meu amigo
Não é só questão de terra
Vai além dessa noção
Que tem incitado a guerra
A questão é social
É um problema real
Que tão cedo não se encerra

É uma questão de vida
De sustentabilidade
É de produção orgânica
Em sua totalidade
Preservando a natureza
Comida boa na mesa
Essa é a grande verdade

Mais de cem mil famílias
Em média penam sem terra
Acampados no país
Vivendo a longa espera
Enquanto nossa nação
Sequer tem a noção
Do que a questão encerra

Hoje latifundiários
O monopólio detendo
Produzindo pelo lucro
Utilizando veneno
Expulsando o camponês
Agora vejam vocês
A natureza morrendo

O camponês meu amigo
É o único capaz
De produzir alimento
De modo mais eficaz
Orgânico e mais saudável
E o que é inegável
Ao futuro satisfaz

Nossa saúde agoniza
E o futuro também
O agrotóxico mata
O orgânico faz bem
Agricultura familiar
Esta poderá mudar
Esta é a que convém

Ainda o Agronegócio
Só ao lucro prioriza
Pouco importa a saúde
(Faça ai sua pesquisa)
Agindo com tal crueza
Agride a natureza
Mei’ambiente agoniza

Grandes extensões de terra
Desmatam para plantar
Produzem com agrotóxicos
Sem muito se preocupar
Com saúde ou com a vida
Com nossa terra querida
O intuito é lucrar

Esse tal Agronegócio
Não leva em consideração
Que é mais de 30 por cento
Com toda convicção
É preciso ressaltar
A agricultura familiar
Na nossa alimentação

Lutar por Reforma Agrária
Deve ser luta geral
Pois é luta pela vida
Pois o perigo é real
Estão plantando veneno
Não estamos entendendo
Essa questão social

A mídia nada informa
Pois defende o fazendeiro
Com terras improdutivas
Agronegócio é dinheiro
Enquanto o trabalhador
Enfrenta o dissabor
Ser tornado desordeiro

Nossa TV dissemina
Mentiras de toda sorte
Difama o povo sem terra
Do nordeste sul e norte
Sem dar espaço nem voz
Numa inversão feroz
A oposição é forte

O não uso do veneno
No campo é vida legal
Preservando a natureza
Agricultura real
Terra pro trabalhador
Demonstrar o seu valor
Sendo esse o ideal

É preciso consciência
E muita reflexão
Avaliar os dois lados
Aprofundar a questão
Nem tudo é como parece
E nossa atenção carece
Tal racionalização

O Câncer tá assolando
Graves problemas reais
A natureza agoniza
Assassinatos brutais
Contra a Reforma Agrária
É questão prioritária
Estes são temas centrais

Conflitos de terra e mortes
Concentração fundiária
Trabalhadores sem terra
É uma questão primária
Eldorado Carajá
Esperamos com pesar
Nossa Reforma Agrária

Reforma Agrária esta
Está mais do que urgente
Fazendas improdutivas
Oligarquias vigentes
Resta à educação
Mudar essa direção
Alertando nossa gente

Ainda há esperança
Gestada na educação
Reforma da consciência
Alterando tal noção
Reformar é a saída
Isso é questão de vida
Amor, trabalho e pão

Inamar Coelho, 14/06/2018

Texto Pedagógico